Escolhi esta obra, de Allan McCollun, intitulada "Collection of Forty Plaster Surrogates (1982 - 1984)", pela sensação que tive ao vê-la. Mesmo visitando digitalmente, consegui sentir a profundidade sugerida pelo artista. As formas retangulares ao mudarem de tamanho criaram uma dimensão diferente à parede. Pela semelhança entre os quadros, também foi possível visualizar o dinamismo, como se os menores estivessem mais distantes do observador, e os maiores, mais próximos. Neste sentido é como se o plano da parede desaparecesse. Este artifício é uma constante nos trabalhos do artista americano. Usando de peças comuns, criadas e alteradas por ele e repetindo-as, são criadas suas obras. Allan McCollun expôs cerca de 100 vezes, em exibições solo pela Europa e Estados Unidos. Muito se relacionam suas interferências com o cotidiano. Ao olhar as obras abaixo, é fácil a lembrança de feiras de antiguidades ou sebos de livros. Comparo estes locais, onde costumamos passear tranquilamente, com as interferências do artista, imaginando o segundo sendo uma interpretação exagerada do cotidiano. Claro que não vemos sebos ou feiras em todas as obras, mas com certeza há a revalorização de formas que pouco prestamos atenção e estão presentes no cotidiano.
The Shapes Project, 2005/06 The Wilderness



Realmente, esta obra chama a atenção assim que tu entra no museu. Muito criativa. Ótima analise.
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