terça-feira, 25 de junho de 2013
Estética - comentário
A estética refere-se à beleza na maioria dos casos. Isso pode causar muitos equívocos, visto que o conceito do que é belo muda constantemente através do tempo. Grande parte destes equívocos relacionam-se à arte e, de acordo com as reflexões de Sandra Ramalho, a estética está sempre presenta na imagem artística. Seguindo isso, a estética relaciona-se intimamente com a arte, ao ser sua função mais importante. O exemplo da cadeira de Van Gohg é uma peça de arte, que segue as orientações da autora, pois sua principal função é apenas a estética. Em contraponto, temos a imagem de outra cadeira, por sua vez concreta e não planificada em tela. Não se pode negar a qualidade estética deste objeto, mas não por isso o podemos chamar de artístico. Esta segunda cadeira tem a função prioritária de servir de assento. Com isso, vemos que a estética é característica fundamental para o objeto artístico, porém não exclusivo dele.
Henri Cartier-Bresson - comentário de foto
Essa fotografia foi tirada por Henri Cartier-Bresson, em Paris. Ele mostra uma cena urbana aparentemente corriqueira, destacando um menino. Este segura duas garrafas de vidro, uma em cada braço, com detalhe para o tamanho de tais garrafas, pois estas são praticamente de mesmo comprimento ao braço do menino. Este é o foco visual da foto, centralizado no rosto sorridente, transmitindo o sentimento de satisfação. O fundo está dividido em dois, à direita a esquina de um prédio, inclinado para a direita, e à esquerda vemos duas meninas, duas pessoas ao fundo, e o resto da rua que segue está desfocado. Fora o garoto, a imagem está desfocada. Não há cores, apenas tons de cinza. Isto se deve à época em que foi fotografada, visto que, em 1954, não havia ainda a foto colorida. Para o fotógrafo, neste período, o pós-guerra, que sofisticou sua arte. Apenas cerca de 20 anos após começar na fotografia, esta imagem foi gravada por suas lentes.
Visita ao MoMA - comentário sobre obra escolhida
Escolhi esta obra, de Allan McCollun, intitulada "Collection of Forty Plaster Surrogates (1982 - 1984)", pela sensação que tive ao vê-la. Mesmo visitando digitalmente, consegui sentir a profundidade sugerida pelo artista. As formas retangulares ao mudarem de tamanho criaram uma dimensão diferente à parede. Pela semelhança entre os quadros, também foi possível visualizar o dinamismo, como se os menores estivessem mais distantes do observador, e os maiores, mais próximos. Neste sentido é como se o plano da parede desaparecesse. Este artifício é uma constante nos trabalhos do artista americano. Usando de peças comuns, criadas e alteradas por ele e repetindo-as, são criadas suas obras. Allan McCollun expôs cerca de 100 vezes, em exibições solo pela Europa e Estados Unidos. Muito se relacionam suas interferências com o cotidiano. Ao olhar as obras abaixo, é fácil a lembrança de feiras de antiguidades ou sebos de livros. Comparo estes locais, onde costumamos passear tranquilamente, com as interferências do artista, imaginando o segundo sendo uma interpretação exagerada do cotidiano. Claro que não vemos sebos ou feiras em todas as obras, mas com certeza há a revalorização de formas que pouco prestamos atenção e estão presentes no cotidiano.
The Shapes Project, 2005/06 The Wilderness
domingo, 23 de junho de 2013
"Por que a Beleza Importa" - comentários
1) Já no começo do documentário "Por que a Beleza Importa", é apresentada a obra mais famosa de Marcel Duchamp. Conhecida como "A Fonte", a peça é um urinol no qual o artista assinou. Tal assinatura, que nem era a sua verdadeira, é a única interferência no objeto e ainda assim foi dita como "arte". Os reais "artistas"seriam os fabricantes do urinol, criadores da peça. Não há beleza nesta obra, apenas crítica e posicionamento de Duchamp à esfera artística da época. Portanto, o objeto exposto é como o transmissor de uma mensagem. Esta pode ser interpretada diferencialmente, mas é a sustentação da obra. "A Fonte" não é bela e nem tenta ser. A verdadeira obra de arte é a mensagem do artista e não o meio que o transmite.
2) A beleza é um valor humano que caiu em desgraça em certo ponto da história. Como é ilustrado pelo documentário, a sociedade se comprometia com o crescimento material e isto tomou forma, também, através da arquitetura funcional. Projetos nesse contexto viam a função acima da forma, escanteando a estética. Havia uma "utopia moderna" acreditando que a preocupação com a beleza era supérflua. No entanto, a prática desacreditou a teoria, e a natureza humana transpareceu. Com o passar do tempo, os prédios construídos nesta "funcionalidade exclusiva" foram abandonados. No dia-a-dia, vemos lugares que se preocupam com a beleza arquitetônica cada vez mais frequentados. Observando este exemplo, conclui-se que a beleza importa, até quando não estamos completamente conscientes disso.
Annie Leibovitz - comentários
Descrição de uma Fotografia (em aula)
Uma fotografia retangular em que a altura é maior do que a largura, mas em uma proporção como em 1:1,5. Há dois focos de atenção, um no canto superior direito, com a figura de um cão, e um no canto inferior esquerdo, com a visão parcial de um aro de bicicleta. Essa é a visão oblíqua da ponta de uma calçada de tijolinhos de pedra ordenados e da rua de paralelepípedos. Há sombras, falhadas com a luz, pela copa de uma árvore que não vemos, mas sugerida na iluminação do chão. O cão é magro, vira-lata, preto com manchas brancas na testa, patas e peito, olhando para a câmera de boca aberta como num sorriso. A luz nas pedras dá um tom de sépia para a fotografia, com a exceção de cores diferentes no canto superior direito. Atrás do cão, onde há algumas plantas verdes escondidas pelas sombras, com algumas folhas, como samambaias, iluminadas às vezes. No topo, concentram-se as sombras, indo em degradê até o centro, onde a sombra projetada do cão predomina. O aro está como encostado na margem inferior, projetando a única sombra no inferior da foto.
Assinar:
Comentários (Atom)






